- _____________, Clarissa, boa tarde.
- Boa tarde, Clarissa, eu gostaria de saber o telefone da loja de vocês em tal lugar.
- Senhora, o atendimento da loja é feito só pessoalmente, por isso nem temos um telefone de lá.
- Mas eu vou pessoalmente!
- Então, mas não tenho como dar o telefone, eles funcionam de...
- Não, mas eu quero o endereço! [ Como se o tempo todo ela tivesse me dito isso]
- ¬¬ Ok, senhora, vamos lá. O endereço é blablabla.
- Obrigadíssima!!!
- A ____________ agradece, boa tarde pra senhora.
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
domingo, 6 de dezembro de 2009
Asteri(sti)sco
Um dos meus sonhos mais recentes era conseguir escrever um post com a tag "verdades universais". Agora eu posso.
Depois de muitos anos reparando coisas bizarras, cheguei a uma conclusão: NINGUÉM sabe falar asterisco. E este é um fenômeno mundial.
As pessoas falam asterístico e é uma coisa absurdamente comum. Depois comecei a reparar os franceses. Falavam errado. Encurtavam a palavra. Em espanhol a mesma coisa, sempre erravam.
Mas em inglês eu nunca tinha ouvido até semana passada. A professora do meu curso, toda vez que precisa falar asterisk, fala asterik.
E como a palavra é muito parecida em quase todo idioma ocidental, já assumi como verdade universal.
Depois de muitos anos reparando coisas bizarras, cheguei a uma conclusão: NINGUÉM sabe falar asterisco. E este é um fenômeno mundial.
As pessoas falam asterístico e é uma coisa absurdamente comum. Depois comecei a reparar os franceses. Falavam errado. Encurtavam a palavra. Em espanhol a mesma coisa, sempre erravam.
Mas em inglês eu nunca tinha ouvido até semana passada. A professora do meu curso, toda vez que precisa falar asterisk, fala asterik.
E como a palavra é muito parecida em quase todo idioma ocidental, já assumi como verdade universal.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Presentes
Hoje eu fiquei feliz no finalzinho do dia. Quer dizer, no final da jornada de trabalho, o que significa o começo do dia.
Estava lá fazendo meu trabalho perguntando as tais três coisas no finger, quando lá de longe vejo que um passageiro frequent flyer que quase sempre é atendido por mim estava prestes a passar comigo de novo. Ele já veio sorrindo lá de cima e falando "Miña amiga!", bem portunhol assim mesmo. Quando chegou mais perto disse:
- Eu tava procurando você lá em cima! [no check-in]
- Desci cedo pro segundo voo.
- Eu tinha te trazido um presente, quero te dar uma garrafa de vinho!
- Pooooxa, obrigada!!!! Ah, me traz da próxima vez! Brincadeirinha, brincadeirinha.
- Trago sim! É sério! Semana que vem tô aí. (Pegando meu crachá) Como é seu nome mesmo? Ah, Clarissa. Semana que vem te trago.
Fiquei feliz porque apesar de ele não saber meu nome (ele nunca tinha perguntado e nem nunca tinha parado pra reparar no meu crachá) ele é um dos passageiros frequentes que eu mais gosto. E ele quer me dar um presente porque gosta de mim, não porque quer um upgrade, nem quer favor nenhum (seja ele de qualquer tipo). Ele só vai com a minha cara e gosta do meu trabalho. Esse tipo de reconhecimento é raro, ainda mais por lá.
(Yay, vou ganhar vinho semana que vem!)
Estava lá fazendo meu trabalho perguntando as tais três coisas no finger, quando lá de longe vejo que um passageiro frequent flyer que quase sempre é atendido por mim estava prestes a passar comigo de novo. Ele já veio sorrindo lá de cima e falando "Miña amiga!", bem portunhol assim mesmo. Quando chegou mais perto disse:
- Eu tava procurando você lá em cima! [no check-in]
- Desci cedo pro segundo voo.
- Eu tinha te trazido um presente, quero te dar uma garrafa de vinho!
- Pooooxa, obrigada!!!! Ah, me traz da próxima vez! Brincadeirinha, brincadeirinha.
- Trago sim! É sério! Semana que vem tô aí. (Pegando meu crachá) Como é seu nome mesmo? Ah, Clarissa. Semana que vem te trago.
Fiquei feliz porque apesar de ele não saber meu nome (ele nunca tinha perguntado e nem nunca tinha parado pra reparar no meu crachá) ele é um dos passageiros frequentes que eu mais gosto. E ele quer me dar um presente porque gosta de mim, não porque quer um upgrade, nem quer favor nenhum (seja ele de qualquer tipo). Ele só vai com a minha cara e gosta do meu trabalho. Esse tipo de reconhecimento é raro, ainda mais por lá.
(Yay, vou ganhar vinho semana que vem!)
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Palavras cruzadas
Três dias de folga seguidos e estou passando o primeiro em casa. Nesse meio tempo já arrumei um pouco a bagunça aqui, enchi o saco de cinco trilhões de pessoas, faltei na yoga e me lamuriei por não ter mais grana e não poder viajar.
Foi então que peguei o Guia da Folha pra ver o que estreou no cinema, marquei meus filmes de preferência (fiquei triste ao ver que já vi quase todos os que parecem ser dignos de nota, setembro é sempre isso), e fui pras palavras cruzadas.
Bebida muito consumida no verão (sem olhar o número de letras): quase fui escrevendo cerveja sem pensar. Aí que fui ver que era com quatro letras só.
Por que vocês todos têm que morar aí tão longe, hein? Hein?
P.S.: Clarissa feliz por não ser mais a única a escrever nessa bagaça.
Foi então que peguei o Guia da Folha pra ver o que estreou no cinema, marquei meus filmes de preferência (fiquei triste ao ver que já vi quase todos os que parecem ser dignos de nota, setembro é sempre isso), e fui pras palavras cruzadas.
Bebida muito consumida no verão (sem olhar o número de letras): quase fui escrevendo cerveja sem pensar. Aí que fui ver que era com quatro letras só.
Por que vocês todos têm que morar aí tão longe, hein? Hein?
P.S.: Clarissa feliz por não ser mais a única a escrever nessa bagaça.
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Sorte ou azar?
E não é que ela passou por mim hoje, não me reconheceu de cara, foi simpática, depois num outro momento foi grossa, reconheceu e pediu desculpas pela quase agressão?
(Senegalesa. Refugiada nos EUA.)
(Senegalesa. Refugiada nos EUA.)
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Achei que era hoje
Que eu levava a porrada do século de uma passageira.
A mulher até me jogar contra a parede (literalmente) me jogou. Pelo menos ia ser uma porrada em francês, vejam que chique.
(Agradecendo pela integridade física)
A mulher até me jogar contra a parede (literalmente) me jogou. Pelo menos ia ser uma porrada em francês, vejam que chique.
(Agradecendo pela integridade física)
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Coisas que fazem o dia
Num dia é o Sedex de Nick que vira o ponto alto do dia dos mais cinzentos e chuvosos (por fora e por dentro).
No dia seguinte, pra compensar a ironia dessa vida que é eu estar perdendo partidas de War consecutivas (informe-se da ironia), atendo um (homem heterossexual) carioca chamado Elaine.
(E agora só eu atualizo essa joça, com coisas chatas, e sempre às quartas. Dá pra alguém viver ou inventar alguma coisa bizarra por aí, por favor?)
No dia seguinte, pra compensar a ironia dessa vida que é eu estar perdendo partidas de War consecutivas (informe-se da ironia), atendo um (homem heterossexual) carioca chamado Elaine.
(E agora só eu atualizo essa joça, com coisas chatas, e sempre às quartas. Dá pra alguém viver ou inventar alguma coisa bizarra por aí, por favor?)
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quinta-feira, 26 de março de 2009
Redescobrindo o habitat
(Exemplo de resposta ao desafio postado abaixo)
Pois então. A gente recebe visitas e quer agradar. Arruma-se um roteiro, que inclui pontos estratégicos ou turísticos, fazendo de tudo para abarcar o máximo de lugares interessantes no menor tempo possível. Mesmo assim, falta tempo.
Não posso me dizer uma guia turística de muito respeito não. Para alguns dos lugares visitados, minha mãe faria esse papel de forma magistral. Em muitos deles eu não ia há tempos, o que implica em locais totalmente diferentes, principalmente por reformas e revitalizações.
Ouvi mais de uma vez algo do gênero "mas quanta paciência levar esse povo para todos os lados", mas não, não foi um exercício de paciência. Foi um prazer. Não apenas pela presença dessas pessoas que realmente me fazem acreditar que algo ainda vale a pena nessa vida, também pela redescoberta do meu habitat.
Junto de vocês, fui a lugares que nunca tinha visitado, revivi impressões de infância preciosas, desmistifiquei lendas daqui para mim mesma. Foi estar no lar e, num dos raros momentos longe das minhas visitas, era estar em outro país. Mudei um pouco de ares dentro do umbigo, abrindo espaço para ver que as pessoas e os ambientes realmente fazem jus à fama de local frio em muitos momentos, ao mesmo tempo em que outros trouxeram um orgulho imenso.
Acho que não largo aqui tão logo quanto esperava. Fico mais.
Pois então. A gente recebe visitas e quer agradar. Arruma-se um roteiro, que inclui pontos estratégicos ou turísticos, fazendo de tudo para abarcar o máximo de lugares interessantes no menor tempo possível. Mesmo assim, falta tempo.
Não posso me dizer uma guia turística de muito respeito não. Para alguns dos lugares visitados, minha mãe faria esse papel de forma magistral. Em muitos deles eu não ia há tempos, o que implica em locais totalmente diferentes, principalmente por reformas e revitalizações.
Ouvi mais de uma vez algo do gênero "mas quanta paciência levar esse povo para todos os lados", mas não, não foi um exercício de paciência. Foi um prazer. Não apenas pela presença dessas pessoas que realmente me fazem acreditar que algo ainda vale a pena nessa vida, também pela redescoberta do meu habitat.
Junto de vocês, fui a lugares que nunca tinha visitado, revivi impressões de infância preciosas, desmistifiquei lendas daqui para mim mesma. Foi estar no lar e, num dos raros momentos longe das minhas visitas, era estar em outro país. Mudei um pouco de ares dentro do umbigo, abrindo espaço para ver que as pessoas e os ambientes realmente fazem jus à fama de local frio em muitos momentos, ao mesmo tempo em que outros trouxeram um orgulho imenso.
Acho que não largo aqui tão logo quanto esperava. Fico mais.
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