O fato é que eu estou sozinho em casa já há mais de um mês tomando conta de pedreiros/pintores/montadores de móveis.
Eu, como todo ser humano, consumo comida, o que colabora para o acúmulo de utensílios culinários sujos na pia.
O diálogo seguinte se repetiu umas três vezes essa semana:
Mãe (nervosa) - Eu não vou lavar mais a louça suja, você sujou você limpe!
Eu (calmo) - Tá certo.
- Eu estou falando sério, você vai ficar sem almoço se não lavar tudo isso que está na pia.
- De noite eu lavo.
- Você disse isso ontem.
- E ontem, quando eu cheguei, a louça estava lavada. A culpa é minha?
- É porque não dava pra aguentar aquela quantidade de coisas sujas lá.
E assim a gente mantém a nossa relação ganha-ganha na cozinha. Eu como e acumulo e ela lava e reclama.
(Tia Nena é um anjo)
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
E por falar em família...
Lembrei de um diálogo que tive esses dias com a minha mãe:
-Puxa, me deu uma vontade de tomar suco de melancia...
-Ué, e por que não toma?
-Não comprei melancia, fiquei com preguiça de ter que carregar até aqui em cima. :B [Explico: a casa fica no alto do morro, e o carro fica lá embaixo]
-Hahaha, me dissesse, que eu carregava!
-Ah, você não tava em casa. Mas pensando bem, a gente bem que tinha que ter algum sistema pra trazer as compras aqui pra cima, né?
-É, tipo um CANHÃO.
-Aí a gente punha a melancia dentro e disparava aqui pra cima.
-Certo. Você fica no gol.
-Hahahaha, sério, a gente bem que podia acoplar um canhão na caçamba da picape, quem sabe em cima dos botijões de gás... seria legal! Você dirigia, e eu ficava atrás, disparando nas pessoas. :D
-Claro. Só faltaria isso pra dar um toque especial ao nosso título da dupla mais excêntrica da cidade.
-Hahahahahaha!
-Vai fazer um suco de laranja, vai.
Ela tem razão. Mas eu não pude deixar de sonhar, enquanto espremia as laranjas, em meus vizinhos sendo atingidos por disparos acidentais de côcos, melancias, jacas e melões.
-Puxa, me deu uma vontade de tomar suco de melancia...
-Ué, e por que não toma?
-Não comprei melancia, fiquei com preguiça de ter que carregar até aqui em cima. :B [Explico: a casa fica no alto do morro, e o carro fica lá embaixo]
-Hahaha, me dissesse, que eu carregava!
-Ah, você não tava em casa. Mas pensando bem, a gente bem que tinha que ter algum sistema pra trazer as compras aqui pra cima, né?
-É, tipo um CANHÃO.
-Aí a gente punha a melancia dentro e disparava aqui pra cima.
-Certo. Você fica no gol.
-Hahahaha, sério, a gente bem que podia acoplar um canhão na caçamba da picape, quem sabe em cima dos botijões de gás... seria legal! Você dirigia, e eu ficava atrás, disparando nas pessoas. :D
-Claro. Só faltaria isso pra dar um toque especial ao nosso título da dupla mais excêntrica da cidade.
-Hahahahahaha!
-Vai fazer um suco de laranja, vai.
Ela tem razão. Mas eu não pude deixar de sonhar, enquanto espremia as laranjas, em meus vizinhos sendo atingidos por disparos acidentais de côcos, melancias, jacas e melões.
E por falar em acidentes domésticos...
Inspirado no meu próprio comentário:
"Costumo jogar minhas roupas no lixo e meu lixo no cesto de roupa suja."
E no comentário sobre o comentário, de Miss Groff:
"Porra, isso valia um post mais detalhado. COMO assim lixo nas roupas e roupas no lixo? Você levou a falta de coordenação mental a níveis inéditos."
Resolvi descrever o tipo de bizarrice que me é comum no cotidiano (pausa para por os tags). Para isso, terei que narrar um causo familiar que deve ("culpe alguém" lifestyle) justificar essa minha inabilidade especial.
E alguém tinha que herdar o legado da família. E é por isso que jogo colheres de metal no lixo junto com o pote de iogurte, jogo meias no lixo do escritório e papel no cesto de roupa suja no banheiro. É por isso que guardo o nescau na geladeira e o leite (aberto) na dispensa. Que ponho açúcar quando vou cozinhar o ravioli. Que tomava refrigerante na boca esquecendo que moro com mais três pessoas. Que ponho pasta na escova do meu irmão pra escovar os meus dentes (ainda bem que paro antes de estragar tudo). E etc, etc. etc...
"Costumo jogar minhas roupas no lixo e meu lixo no cesto de roupa suja."
E no comentário sobre o comentário, de Miss Groff:
"Porra, isso valia um post mais detalhado. COMO assim lixo nas roupas e roupas no lixo? Você levou a falta de coordenação mental a níveis inéditos."
Resolvi descrever o tipo de bizarrice que me é comum no cotidiano (pausa para por os tags). Para isso, terei que narrar um causo familiar que deve ("culpe alguém" lifestyle) justificar essa minha inabilidade especial.
Uma manhã qualquer em 1900 e guaraná de rolha.
Presentes na mesa a família da minha mãe para um café da manhã como outro qualquer. Dentre os personagens, destaca-se minha queridíssima tia, mãe de meus únicos dois primos de primeiro grau. Eu protegeria a identidade dela, mas quem é que vai no google procurar por "Tia Zana"?
Enfim, todos estavam envolvidos em tarefas automáticas inerentes a um café-da-manhã em família, tais quais me-passa-a-geléia, tereza-de-francisca-vem-trabalhar-hoje, alguém-viu-o-jornal ou o-suco-é-de-quê-seguido-de-cheirada-higiênica-na-garrafa. Enquanto isso, tia Zana resolveu que queria beber água e pegou a garrafa.
Por algum motivo até hoje inexplicável por Mulder, Scully, os irmãos Winchester e o povo de Lost, tia Zana foi transportada para K-Pax, ou saiu da matrix ou sei lá o quê. Mas o seu corpo não parou de se mexer e lá foi a garrafa subindo, subindo. Ou seja, ela simplesmente apagou e derramou água fria na própria cabeça.
Isso rendeu um argumento usado até hoje por minha mãe e meus outros tios contra ela em discussões. Exemplo:
Zana:"Mas você mimimimimimimimimimi!!!!!!!!!"
Tio: "Mas pelo menos eu não tomo banho de água fria."
(fim da conversa.)
E alguém tinha que herdar o legado da família. E é por isso que jogo colheres de metal no lixo junto com o pote de iogurte, jogo meias no lixo do escritório e papel no cesto de roupa suja no banheiro. É por isso que guardo o nescau na geladeira e o leite (aberto) na dispensa. Que ponho açúcar quando vou cozinhar o ravioli. Que tomava refrigerante na boca esquecendo que moro com mais três pessoas. Que ponho pasta na escova do meu irmão pra escovar os meus dentes (ainda bem que paro antes de estragar tudo). E etc, etc. etc...
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domingo, 16 de novembro de 2008
SARDOG
Como fazer sua mãe ficar extremamente preocupada com a sua saúde mental:
1- Resolva preparar o café-da-manhã na noite anterior.
2- Corte frutas que restaram da salada de frutas da sobremesa, espalhe um fio (nunca entendi essa de "fio" em receita, por acaso vendem "fios" de ingredientes por aí?) de leite condensado e cubra com aveia em flocos finos.
3- Ajeite o pequeno vasilhame retangular para deixar na geladeira.
4- Coloque dentro da pia e espere sua mãe gritar e perguntar se você usa orgdas, gardos, dogsar, dorgas, drogas.
Já pus arroz no copo, também, mas essa é outra história. Garrafa de café na geladeira é default demais pra mim.
1- Resolva preparar o café-da-manhã na noite anterior.
2- Corte frutas que restaram da salada de frutas da sobremesa, espalhe um fio (nunca entendi essa de "fio" em receita, por acaso vendem "fios" de ingredientes por aí?) de leite condensado e cubra com aveia em flocos finos.
3- Ajeite o pequeno vasilhame retangular para deixar na geladeira.
4- Coloque dentro da pia e espere sua mãe gritar e perguntar se você usa orgdas, gardos, dogsar, dorgas, drogas.
Já pus arroz no copo, também, mas essa é outra história. Garrafa de café na geladeira é default demais pra mim.
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