E num só dia, aqui em casa era na verdade a casa de Carla, Rizolene, Madalena e o cara que eu me esqueci o nome.
Obrigado, Oi, pelo ótimo serviço prestado.
Falta pouco pra eu tomar uma atitude radical e tirar essa merda do gancho.
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Epifania Número 1
Murphy toma Activia para poder cagar na hora certa em nossas vidas.
Rafael Formiga.
Rafael Formiga.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Boston Medical Group
Eis que a professora, em um papo semi-denso, querendo explicar que as pessoas podem mudar para melhor afim de cumprir seus objetivos, solta a seguinte pérola (depois de alguma discussão sobre "pau que nasce torto morre torto":
- "Um pau torto pode se tornar um pau ereto, por que não?".
Cerca de 25 pessoas riem da cara dela por 30 minutos psicológicos enquanto ela só dizia "meu Deus! Não foi isso que eu quis dizer! Desculpa" e se apóia na cadeira, mudando de cor por falta de ar e vergonha.
Asterístico: não sei nos por aís de vocês existe Boston Medical Group, mas em Recife isso rende boas piadas (ao menos assim as considero).
- "Um pau torto pode se tornar um pau ereto, por que não?".
Cerca de 25 pessoas riem da cara dela por 30 minutos psicológicos enquanto ela só dizia "meu Deus! Não foi isso que eu quis dizer! Desculpa" e se apóia na cadeira, mudando de cor por falta de ar e vergonha.
Asterístico: não sei nos por aís de vocês existe Boston Medical Group, mas em Recife isso rende boas piadas (ao menos assim as considero).
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sábado, 23 de agosto de 2008
Airport tales
Trabalhar num não-lugar desses é uma aventura diária.
O fato é que um dia desses, mais precisamente no domingo passado, eu acordei estranha, fiquei estranha quase o dia todo e achei que fosse melhorar quando chegasse lá pra trabalhar (isso já aconteceu várias vezes, por mais estranho que possa parecer).
Pra começar bem a jornada, perdi parte do meu instrumento de trabalho: meu crachá. E com ele boa parte da minha sobrevivência nessa cidade de dels, pois estavam junto VT, VR entre outras coisas. Eu já vislumbrava o stress: fazer b.o. de crachá, bloquear cinco trilhões de cartões, ficar gastando altas granas sei lá por quantos dias enquanto os novos não chegam, tomar chá de cadeira na Infraero e na Polícia Civil, blablabla.
Nessas minha dor-de-cabeça já existente piorou deveras, atendi um monte de pessoas bizarras e mal-educadas e fiquei presa no check-in all night long. Aos 45 do segundo tempo foi aberta minha temporada de... não sei que nome dar pra isso.
Um passageiro foi perguntar pra gente se ele teria um jeito de despachar um pote de doce de abóbora com coco ainda (faltava assim uns 10 min pra começar o embarque dele), nós dissemos que não, senão ele teria que pagar excesso blablabla. Conclusão: largou o doce lá. Tiramos no dois-ou-um quem iria ficar com ele e pra quebrar um pouco a maré de azar, eu ganhei. Não que eu gostei de doce de abóbora com coco, mas meu pai ama e pelo menos nos mercados aqui perto de casa anda cada vez mais difícil de achar.
Desde então, já ganhei outras coisinhas nesse esquema de "não vou poder entrar mesmo com isso, então deixa aí com vocês". Hoje ganhei um creme pra cabelo dos bons, uma amostra de shampoo, umas coisas de hominho que deixei lá pros representantes do sexo masculino levarem no tapa e tal.
Mas o mais legal veio na hora mais inusitada. Dois indianos, pai e filho, foram parar no meu balcão. Fui buscar reserva deles e quando voltei a "surpresa".
Pai: Nossa, você tem cara de indiana.
Eu: Mesmo?
Filho: Tem sim. Os olhos, a cor do cabelo, o tom de pele...
Pai: Só tivemos certeza que você não era indiana quando você começou a falar... seu sotaque é meio inglês, meio canadense...
(...)
Pai: Toma. Presente pra você.
Filho: Não sei se você sabe, a maioria das mulheres usa assim na testa, mas também usam aqui, aqui e aqui (apontando algumas áreas diferentes do rosto).
Eles me deram duas cartelinhas de terceiro-olho. Que eu sei que muitíssimo provavelmente não vou usar, a não ser que inventem uma festa a fantasia ou outro trabalho de Poltíca Comparada sobre a Índia. Mas assim, foi um dos presentes mais legais e inusitados e vindos do nada que eu ganhei nos últimos tempos.
Qual será o próximo, hein?
O fato é que um dia desses, mais precisamente no domingo passado, eu acordei estranha, fiquei estranha quase o dia todo e achei que fosse melhorar quando chegasse lá pra trabalhar (isso já aconteceu várias vezes, por mais estranho que possa parecer).
Pra começar bem a jornada, perdi parte do meu instrumento de trabalho: meu crachá. E com ele boa parte da minha sobrevivência nessa cidade de dels, pois estavam junto VT, VR entre outras coisas. Eu já vislumbrava o stress: fazer b.o. de crachá, bloquear cinco trilhões de cartões, ficar gastando altas granas sei lá por quantos dias enquanto os novos não chegam, tomar chá de cadeira na Infraero e na Polícia Civil, blablabla.
Nessas minha dor-de-cabeça já existente piorou deveras, atendi um monte de pessoas bizarras e mal-educadas e fiquei presa no check-in all night long. Aos 45 do segundo tempo foi aberta minha temporada de... não sei que nome dar pra isso.
Um passageiro foi perguntar pra gente se ele teria um jeito de despachar um pote de doce de abóbora com coco ainda (faltava assim uns 10 min pra começar o embarque dele), nós dissemos que não, senão ele teria que pagar excesso blablabla. Conclusão: largou o doce lá. Tiramos no dois-ou-um quem iria ficar com ele e pra quebrar um pouco a maré de azar, eu ganhei. Não que eu gostei de doce de abóbora com coco, mas meu pai ama e pelo menos nos mercados aqui perto de casa anda cada vez mais difícil de achar.
Desde então, já ganhei outras coisinhas nesse esquema de "não vou poder entrar mesmo com isso, então deixa aí com vocês". Hoje ganhei um creme pra cabelo dos bons, uma amostra de shampoo, umas coisas de hominho que deixei lá pros representantes do sexo masculino levarem no tapa e tal.
Mas o mais legal veio na hora mais inusitada. Dois indianos, pai e filho, foram parar no meu balcão. Fui buscar reserva deles e quando voltei a "surpresa".
Pai: Nossa, você tem cara de indiana.
Eu: Mesmo?
Filho: Tem sim. Os olhos, a cor do cabelo, o tom de pele...
Pai: Só tivemos certeza que você não era indiana quando você começou a falar... seu sotaque é meio inglês, meio canadense...
(...)
Pai: Toma. Presente pra você.
Filho: Não sei se você sabe, a maioria das mulheres usa assim na testa, mas também usam aqui, aqui e aqui (apontando algumas áreas diferentes do rosto).
Eles me deram duas cartelinhas de terceiro-olho. Que eu sei que muitíssimo provavelmente não vou usar, a não ser que inventem uma festa a fantasia ou outro trabalho de Poltíca Comparada sobre a Índia. Mas assim, foi um dos presentes mais legais e inusitados e vindos do nada que eu ganhei nos últimos tempos.
Qual será o próximo, hein?
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