Hoje eu fiquei feliz no finalzinho do dia. Quer dizer, no final da jornada de trabalho, o que significa o começo do dia.
Estava lá fazendo meu trabalho perguntando as tais três coisas no finger, quando lá de longe vejo que um passageiro frequent flyer que quase sempre é atendido por mim estava prestes a passar comigo de novo. Ele já veio sorrindo lá de cima e falando "Miña amiga!", bem portunhol assim mesmo. Quando chegou mais perto disse:
- Eu tava procurando você lá em cima! [no check-in]
- Desci cedo pro segundo voo.
- Eu tinha te trazido um presente, quero te dar uma garrafa de vinho!
- Pooooxa, obrigada!!!! Ah, me traz da próxima vez! Brincadeirinha, brincadeirinha.
- Trago sim! É sério! Semana que vem tô aí. (Pegando meu crachá) Como é seu nome mesmo? Ah, Clarissa. Semana que vem te trago.
Fiquei feliz porque apesar de ele não saber meu nome (ele nunca tinha perguntado e nem nunca tinha parado pra reparar no meu crachá) ele é um dos passageiros frequentes que eu mais gosto. E ele quer me dar um presente porque gosta de mim, não porque quer um upgrade, nem quer favor nenhum (seja ele de qualquer tipo). Ele só vai com a minha cara e gosta do meu trabalho. Esse tipo de reconhecimento é raro, ainda mais por lá.
(Yay, vou ganhar vinho semana que vem!)
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