quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

2**9

Tá chegando e eu já estou me atrasando.

Feliz 2009 para todos nós, que nos veremos em Sampa.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Resenhando: Daniel Bastos

Então, nos encontramos. O engraçado é que nenhum dos dois previu o óbvio: que nosso encontro seria um potencializador de bizarrices e, é claro, de bobagens. Como ele mesmo disse muito bem - e o que TAMBÉM é uma bobagem - se achássemos um jeito de transformar bobeira em combustível... estaríamos ricos!

Nos encontramos num café, dentro do shopping, por exigência dele. Esses pessoal fresco do Distrito Federal, bando de criados no ar-condicionado, são muito chatos. Não consegui passar mais que dez minutos dentro do Rio Sul sem me dar agonia e, uma vez tendo ambos concluído que nenhum dos dois era psicótico, e que apesar do Bastos usar o chat uol, e eu, fazer chats retardados, éramos ambas pessoas normais, arrastei-o logo pra fora dali. Fiz o pobre distrito-federalense (centrino?) andar PRA CARALHO até a Praia Vermelha, no círculo militar da Urca, o bairro onde nasci. Ele deve ter andado uns três quilômetros, mas eu menti. Disse que não tinha um km que ele tava andando e que ele é que era uma bicha.

Apesar da maratona, a diferença de umidade e altitude, Daniel sobreviveu. Finalmente, viu uma das muitas praias que não viria a cair nos dias que se seguiram (Sim, pois ele não caiu em praia nenhuma, mas esse é outro capítulo). Levei o coitado pra uma praia de milicos, entupi-o de histórias mirabolantes sobre a colonização francesa e o motivo do nome da praia (a francesada morreu em peso ali, aquela música do vermelhou da Daniela Mercury é sobre eles). Como já disse, nem eu nem ele caímos na água, por mais que eu quisesse, pois o Outback nos aguardava.

Voltamos de táxi, e chamei-o de bicha de novo (fingi que tava de boas, e que era a local esportiva descolada, embora eu estivesse cansada pra cacete da caminhada no calorão, mas o que importa é que o ingênuo acreditou que eu queria voltar a pé).

Ah, uma coisa SUPER precisa ser dita sobre o Bastosão: o desgraçado é um cavalheiro. Não me deixou pagar nada, de táxi, a sorvete, à minha passagem de ônibus, nem adianta insistir. Entrei em parafuso de tanto protesto. A gente reclama na hora, e elogia depois.

Cara, obrigada.

Bom, chegando ao Outback, como ele já disse, foi destruição. Ele TAMBÉM pediu ribs on the barbie, me surpreendendo muito! Destroçou as pobres com batatas fritas e eu, com batata assada. Passada a carnificina, é claro, brincamos com a comida. Nosso bolinho de pão preto, maçãzinhas e cream cheese, com uma costela de velinha (e cuja foto está presa no celular, damn!) ficou muito bonito e logo impressionou a atendente, uma garota negra, muito bonita e simpática, embora um tanto ingênua. Logo começamos a conversar com ela. Conversa vai, conversa vem, chegamos a esse diálogo:

-Então vocês dois são de Brasília?
-Não, eu sou, ela é de Búzios.
-Ai, vocês são namorados?
-Não, hahaha, somos só amigos.
-Ah tá, eu perguntei porque eu tô com uma coisa com um sujeito de Brasília, sabe... Quer dizer, nem sei se ele quer...
-Ah, em Brasília todo mundo conhece todo mundo, quem sabe cê conhece, Bastos!
-É, quem sabe eu conheça, quem é?
-Ah, o nome dele é xxxxxxxxxxxxxx! É fundador dos Hells Angels em Brasília!
-Pôxa, não conheço.
-Sabe, eu tinha mó impressão errada deles!
-*BRINCANDO* Hahahaha é, que eles bebem sangue...
-*FALANDO SÉRIO* É, eu pensava que eles comiam cérebro...

Err... oi?
Tá, né.

Mais episódios a seguir, se vocês tiverem paciência, é claro.

Veni vidi amisi

Comprovei pessoalmente que a senhorita Groff dá conta de uma Ribs on the Barbie sozinha. Claro que rolou aquela competição marota, com refills de chá gelado e pão preto do Outback com a manteiga sem gosto que temperamos com o sal e a pimenta dos sachês. Ela ganhou por uma fatia e um copo de chá, tem aquele corpinho por pura maldade, sendo tão boa de garfo. Fizemos uma arte exótica com os restos, ela fica encarregada de detalhar.

Aí fui a Búzios e dentre todas as maravilhas naturais do lugar, uma das mais recomendáveis atrações é o estacionamento de pôneis. Infelizmente não tiramos foto, mas era um estacionamento com um pônei "estacionado", juro.

E o casal que teve a bondade de tirar nossa foto na estátua do Juscelino Kubitschek se tratava por DOCE. Assumi que era um "sweetie" ou "honey" abrasileirado. Isso ficará marcado para sempre em minha memória cômica.

Update: Esqueci de dizer o mais legal! A Paula tem uma cachorrinha que fala "Sou muda". Porque ela é muda e só fala isso quando interagem com ela.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Jornalismo Religioso


Créditos a Diogo Madruga, que me mostrou a imagem.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Fé e contravenção

Na seqüência do Coni, presenciei algo do gênero hoje. Há mais ou menos duas semanas que chove sem parar aqui, arruinando as férias da galere. Mas como esse tempo cinza é o meu favorito, tô adorando. Chego toda ensopada e cheia de barro nos lugares, mas com um sorriso na cara. Nada daquele calor lazarento, daquele suor infeliz e aquele cansaço que você sente sem ter feito nada.

Hoje, no horário de almoço, tava vendo os turistas passarem, putos com a chuva. Entre o restaurante que eu tava e a igreja (sei lá eu que igreja é aquela, fica só "igreja" mesmo), havia um sujeito realmente feliz: um vendedor de guarda-chuva. Todo sorrisos, abriu sua vendinha clandestina ali, em plena Rua das Pedras, rua mais badalada da cidade. Vendia que nem água: capa, tem de cinco, e tem de oito, guarda-chuva de 10, 15, 20 reais, a patroa ficou louca, tem promoção e pra mocinha. Observei o sujeito uma boa meia hora, porque tava curiosa que tipo de estampa os fregueses escolhiam. A cada cinco que eram vendidas, pelo menos três eram da estampa de oncinha, meldels, haja breguice. Mas isso é detalhe.

O que me chocou foi que um cara apareceu lá, avisando, "Postura! Postura!". Rapidamente, o sujeito juntou suas sombrinhas e saiu batido dali.

Uns cinco minutos depois, um outro vendedor ambulante viu o espaço vago e resolveu parar um pouco pra sentar no banquinho e vender a partir dali, no ponto que o outro saiu. Não deu cinco minutos e baixou a tal postura: cheios de moral e autoridade, levaram todas as sombrinhas e capas de chuva do sujeito, ainda passando um sermão sobre o cumprimento da lei e do pagamento de impostos. O sujeito só faltou chorar, e foi embora de mãos abanando, sem sombrinha e humilhado.

Não tô aqui pra defender o comércio ilegal nem os camelôs.

Mas o fiscal de postura era o mesmo sujeito que foi lá avisar ao outro, o primeiro, que eles estavam chegando.

Porra. Muita sacanagem.

Saindo do trabalho, no fim do dia, ainda passei por lá, pra ver o mesmo, o primeiro sujeito, vendendo no mesmo lugar, faceiro que só. Se bobear, com a mercadoria do outro.

Vale um post asterístico? Não sei, mas me deixou com mó gosto ruim na boca. Vou lá falar com minhas miguxas na prefeitura pra me arrumarem umas sombrinhas, mas estampa de oncinha, francamente.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

[/fé]

E quando pensei que não podia mais me surpreender com o povo brasileiro, PEI!

Lá está a gorda, que se ofereceu como voluntária para ORGANIZAR as doações para os desabrigados de Santa Catarina, pegando um tênis (donativo) e vendo se ele estava descolando ou se era descolado para levar para o "guri" dela. Felizmente para algum guri sem sapatos, sem brinquedos, sem casa e provavelmente com um ente querido a menos, o tênis era imperfeito e a mulher deixou ele lá.

Asterístico: E isso foi um caso isolado? Nããão! Além da Dona Obelística, os militares que foram levar os donativos e uma família que mora numa casa digna de abrigar político resolveram encher as sacolas.

Fiquei em estado de choque. Na moral, doido, puta merda! E pra completar, a porra do bolsa-família atrasou esse mês! Como vou pagar a prestação do som do carro?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Girafas e Motéis

[Sugestão de post por Tink, o leitor. Mas não comentarista daqui]

Passando de ônibus rapidamente pela frente do Eros Hotel, vi uma coisa peculiar: uma girafa de pisca-piscas (espero que o plural seja esse, nem vou procurar no Google) lá, na frente do portão.

Eu paro e penso "mentira". Resolvo olhar novamente.

Não era uma girafa, era uma estrela cadente subindo.

Ainda não sei se melhorou ou não.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Asterístico e Obelístico contra Thom Yorke

Será que acontecerá a mundialmente famosa Conferenzia de San Pablo?

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Bobeirinhas

Daí que tem essa novata aqui no trabalho, fazendo o curso de formação e tudo mais. Ela tem 25 anos, cabelo preto curto, usa óculos de tartaruga, é branquela, tem ar de quem constantemente filosofa a partir de fatos que acontecem ao redor na mesma hora, bochechas protuberantes e não usa maquiagem. Toda aquela estranheza que geralmente me atrai.

Daí que ela não tem um nome comum e, confesso, Googleei horrores. Achei o blog no qual ela escreve desde 2002. Vi um post de cada ano e pude perceber a evolução natural, que acontece com todo mundo e tudo mais.

Asterístico: comentei anonimamente.

- Eu sou muito bob's, dizaew...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Beirute do que?

Gente, viciei.

Ouçam Beirut.

Destaque para Elephant Gun (vejam aqui vídeo).

Não tô com paciência pra ficar falando de porquê e como os caras são bons, então simplesmente oução.

E por falar em manias...

É, voltei.

Digam que estão felizes, por favor.

(Quanta coisa eu perdi por aqui, céus. Fui ler tudo de uma vez e tava quase perdendo o ar de tanto rir.)

Enfim, também tenho listinha de manias.

1 - Aumentar dois pontos no volume pra depois abaixar um. (Tinha que começar com esse, afinal foi o que me inspirou a fazer a minha lista)

2 - Toda vez que vou ligar pra alguém de qualquer telefone fixo (principalmente se for pros meus pais), disco os números do ramal da esteira de bagagem e não o do telefone que quero, me forçando a colocar o telefone no gancho e começar tudo de novo.

3 - Atender o telefone de casa com "American, Clarissa".

4 - No trabalho, combinar a cor da caneta (sempre uso uma azul ou preta e uma colorida) com a etiqueta de segurança da bagagem do dia.

5 - Assinar as etiquetas que tenham o número do meio com 0 ou 5, e quando precisar dividir uma série, pegar sempre o começo, pra escrever números menores e mais bonitinhos (já que vou ter que repetir várias vezes mesmo). Exemplo: L5-00-00 ao L5-00-49.

6 - Mandar sms pros queridos de longe quando penso nelas e fica insuportável a vontade de estar perto delas.

7 - Começar cinco trilhões de cartas pras pessoas e não terminar (ou terminar e não mandar).

8 - Lavando louça, pegar os vidros primeiro.

9 - Levar um bloquinho de papel em todos os lugares pra ter onde escrever quando tenho idéias, e mesmo tendo não usar.

10 - Enquanto estou digitando um texto, subir e descer sem ler o que está escrito, só pra ver se as idéias fluem melhor.

Manias

1- Bater os dentes a cada corte na faixa pontilhada do trânsito.
2- Contar os andares dos prédios ao parar em um sinal.
3- Apertar Ctrl + S em qualquer coisa de computador (incluindo o windows explorer) [Tem coisas que só o Flash faz você aprender].
4- Cantar Let it Be para espantar músicas grudentas.
5- Fechar todas as portas.
6- Só dormir com dois travesseiros.
7- Subir dois volumes para depois abaixar um.
8- Esquecer coisas no congelador.
9- Almoçar deitado.
10- Listar contra o tempo.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008